Seu Manoel não tem idade

Por Giulianne Kuiava

Seu Manoel Messias é de Minas Gerais, da cidade de Varginha e veio para o Sul com a intenção de cuidar do pai que estava doente. O pai acabou falecendo em Campo Magro, então seu Manoel foi morar em um asilo que depois fechou as portas. Quando isso aconteceu, mudou-se para Curitiba, “no lugar onde trabalha a Jucélia, aquela que tem um carro preto”, conforme explica.

Hoje, depois de tantas histórias vividas, ele já não sabe quantos anos tem. Diz que tem muitos e muitos anos, mas a conta já perdeu faz tempo.

O simpático seu Manuel tem duas irmãs com quem gostaria de morar, mas isso, diz ele, “não é possível”, por motivos que não conseguiu contar.

 

O grande amor de Ada

Por Giulianne Kuiava

O episódio mais triste da vida de dona Ada Duarte Coleta, que é mãe de dois filhos e avó da Maria Eduarda, foi quando seu ex-marido e amor de sua vida lhe abandonou para ficar com sua melhor amiga, ou melhor, ex-melhor amiga.

Dona Ada tinha 13 anos quando viu pela primeira vez e se apaixonou por aquele que nove anos depois seria seu marido. Foi após oito meses de “namoro” que os dois subiram ao altar onde deram o primeiro beijo de muitos.

Quando dona Ada descobriu a traição, deixou o marido livre, pois o sentimento que tinha, e ainda tem, era tão grande que ela preferia vê-lo longe feliz do que infeliz ao seu lado. Mas, ele, como conta dona Ada, até agora não encontrou essa tão buscada felicidade e “corre atrás dela”, mas ela já amadureceu. Mesmo ainda amando o ex-marido, não o quer de volta, pois a confiança foi perdida.

 

A vida de Antonilza

Por Giulianne Kuiava

Antonilza Ricken está com 49 anos, cursa direito e tem um bom trabalho. Ela se orgulha do que conseguiu apesar das dificuldades. Quando tinha 24 anos, engravidou, e teve o filho sozinha.

Antonilza é mãe solteira e não recebeu ajuda nem da família. Quando o filho ainda era criança trabalhava o dia todo e o deixava na escolinha, mas aos finais de semana, não tinha outro jeito, tinha que o levar junto.

Na época Antonilza cursava secretariado executivo, mas teve que trancar a faculdade para cuidar do filho. Depois de três anos voltou e concluiu o curso. Hoje, cursa uma segunda graduação. Está no sétimo período de direito e orgulha-se pelo filho, que hoje é um rapaz de 25 anos, ter escolhido o mesmo caminho.

 

Testemunha calada

Por Jéssica Dombrowski Netto

Conversando com o segurança da UniBrasil, Oldair Alves, descobrimos mais uma “falha” no sistema policial brasileiro. Quando estava noivo, ele comprou um apartamento e arranjou um trabalho extra em uma empresa na região metropolitana de Curitiba. Na frente do emprego havia um morro onde religiosos praticavam vigília todas as noites. Em uma das madrugadas Oldair viu duas viaturas e ouviu tiros.

Naquela noite estava acontecendo uma perseguição com dois fugitivos que escaparam para o mato perto da empresa de Oldair. Chegando no morro, os policiais avistaram dois homens que começaram a correr. Não deu outra. Eles atiraram e feriram os jovens. O problema é que estes não eram os ladrões, mas sim dois evangélicos que estavam rezando no local. Vendo o problema, os PMs terminaram o serviço e jogaram os corpos na represa.

No outro dia o vigia viu os carros com as mães chorando lá em cima e quando perguntaram a ele sobre algum fato estranho, ele disse que não tinha visto nada. Ele até chegou a mandar a história para uma radio anonimamente, mas nunca teve coragem de contar a verdade para a polícia e empresa. O medo dos representantes da própria lei o impede de cumpri-la

 

O melhor show do mundo

Por Meiry Ellen Radomski

Yumi lembra um dos momentos mais marcantes que viveu, o show da banda australiana ACDC em São Paulo em 2008. Para alegria dos fãs em 2007 a imprensa começou a anunciar a presença do ACDC no Brasil que aconteceria no dia 27 de novembro de 2008, em uma única apresentação em São Paulo.

Foi motivada pela presença de seus ídolos que Yumi colocou a mochila nas costas e junto com seu namorado pegou um ônibus em Curitiba rumo ao melhor show da sua vida.

Sem conhecer São Paulo, pediram ao motorista para parar no lugar mais próximo do Morumbi. Andaram muito, enfrentaram uma fila quilométrica, Yumi pegou chuva e pegou sol, teve uma insolação, dormiu na rodoviária, mas nada disso importou. Para ela, foi o “melhor show do mundo”.

 

A dor que Marcelo não esperava

Por Emily Kravetz

Marcelo Vicente Dacol, de 24 anos formado em jornalismo pela UniBrasil, recorda  um acontecimento que mudou toda sua vida. Aos 14 anos de idade,  ao voltar do colégio Decisivo, começou a mancar. Quando estava em casa no computador, esticou suas pernas e sentiu uma dor muito forte. Marcelo gritou chamando por sua mãe. Ele foi levado ao médico que verificou uma bolinha atrás de seu joelho esquerdo. O médico fez uma punção que retirou um líquido laranja da região comprometida, um dos momentos de maior de dor que já teve.

Direcionado a um especialista foi diagnosticado com câncer, uma doença muito rara que poderia levar Marcelo a morte em menos de dois dias. Em 2001 , o ano em que descobriu sua doença, foi um trauma, principalmente para seus pais pois dois dias antes de entrar na sala de cirurgia, seu primo havia falecido de câncer na cabeça. A cirurgia durou nove horas, levou 500 pontos na região operada, onde três enfermeiros o atenderam. Lembra que nesta época teve que se privar de muitas coisas, não podia mais jogar futebol do que tanto gostava, e tudo que fazia tinha dificuldades.

Após dois anos de fisioterapia, e várias cirurgias, Marcelo sente que venceu a morte, e que hoje tem suas pernas em processo de recuperação. Dedica toda sua superação ao seu primo que enquanto vivo foi um exemplo para ele, e a sua família.

Gola de organza e o destino da naftalina

Por Emily Kravetz e Jéssica Dombrowski Netto

Silvia Loufrano,  dona de uma lanchonete dentro da UniBrasil relembra os momentos de sua vida de costureira em Bauru, no estado de São Paulo. Certo dia estava costurando uma gola de organza em uma roupinha de bebê, e colocou uma agulha na boca que acabou engolindo. Desesperada, pediu a Deus que tirasse a agulha de lá, pois ela sentiu o objeto descendo por sua garganta. Ao fazer a radiografia, os médicos conseguiram verificar que agulha não estava na garganta, mas sim no casaco.

Outro caso que abalou Silvia foi quando um de seus filhos, aos dois anos de idade,  inalou uma bolinha de naftalina. A mãe assustada levou seu filho para o médico, pois esta substância não era dissolvida pelo organismo.  O médico disse a ela que teria que retirar a bolinha com uma pinça, pois caso ao contrário poderia ir para o pulmão e provocar uma queimadura.  Procurou por outro especialista  que receitou um antialérgico, o que  fez com que seu filho melhorasse.